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Artigos / Janeiro, 2022

Facebook e o Metaverso: o que você precisa saber

Uma das novidades anunciadas do mundo da tecnologia e redes sociais, o Metaverso, ganhou destaque e vem sendo muito comentado.



Uma das novidades anunciadas do mundo da tecnologia e redes sociais, o Metaverso, ganhou destaque e vem sendo muito comentado.

O presidente-executivo Mark Zuckerberg declarou em junho de 2021 em entrevista ao site “The Verge”, que o projeto para o Metaverso estava em andamento e que além da mudança estrutural, aconteceria a mudança também na identidade da sua empresa. O grupo que inclui todas as suas redes sociais, Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e Oculus, especializada em realidade virtual, passaria a se chamar Meta. Então em outubro o anúncio foi oficial e em referência ao Metaverso, o nome que representa o futuro de sua empresa, mudou para Meta.

A proposta é compartilhar uma mistura de mundo físico com a realidade virtual, aliás um dos principais desafios para o futuro das redes sociais é combinar a realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) para conectar as pessoas.

E aí quer saber mais sobre esse universo? Continue a leitura e confira!

 

O que é Metaverso?

O Metaverso é universo virtual, um espaço on-line compartilhado em que as pessoas usando tecnologias da realidade virtual e da realidade aumentada possam interagir com o espaço, conteúdos, redes sociais, criptomoedas e outras pessoas através de avatares.

O termo Metaverso não é algo tão distante, pois já foi usado no livro “Snow Crash”, de ficção cientifica em 1992, por Neal Stephenson, em que as pessoas o usavam para escaparem da realidade.

Espera-se que o Metaverso seja como uma internet 3D, de forma imersiva, interoperável e muito mais realista.

A ideia é futurista, em que ao invés de olhar para uma tela, você estaria nela. Uma interação em que as pessoas terão seus avatares virtuais e poderão conversar, trabalhar, jogar, comprar e se conectar a seus amigos e família.

Vários projetos e produtos já usam o Metaverso, como por exemplo nos jogos de videogame, que implementam essa ideia da experiência de imersão e aliás é a tecnologia que alimenta essa capacidade imersão e de realismo para o usuário.

Ou seja, o Metaverso é uma tendência de 2022, que está em expansão e em melhorias tecnológicas, para assim torná-lo mais realista e então conquistar cada vez mais o público e o mercado.

 

Facebook é a única empresa construindo Metaverso?

O Metaverso não é uma exclusividade da Meta (antigo Facebook) e tem movimentado várias empresas gigantes da tecnologia, que estão nessa corrida pelo pioneirismo. Como:

  • Microsoft – um Metaverso empresarial, um novo universo para novas oportunidades de negócio. A Microsoft anunciou a chegada de avatares 3D ao Microsoft Teams e seu próprio Metaverso, com o recurso Mesh. O recurso oferece ambientes de trabalho em realidade virtual e aumentada, reuniões em um mundo virtual, que futuramente englobará outras ferramentas de produtividade da marca.
  • Epic Games – desenvolvedora de jogos eletrônicos e softwares, que também está de olho no Metaverso e pretende aumentar seu alcance, mesclando ainda mais o mundo real com o virtual. Os planos são melhorar a experiência do usuário, as tecnologias e impulsionar o desenvolvimento 3D.
  • Snap – controladora do Snapchat anunciou seus primeiros óculos de realidade aumentada.
  • Tencent – a gigante chinesa em videogames e serviços de comunicação já trabalha com muita tecnologia e tem bom ponto de partida para o desenvolvimento do Metaverso, melhorando o que já possui.
  • Roblox – plataforma de videogame quer expandir sua comunicação no Metaverso. A ideia é que as pessoas se comuniquem como na vida real, em que possam jogar, estudar, trabalhar e tudo mais em ambientes virtuais.
  • Nvidia – fabricante de chips e placas de vídeo, que também está investindo na criação do seu próprio Metaverso. Anunciou o Omniverse Avatar, uma plataforma baseada em inteligência artificial para criar avatares. A ideia é criar personagens e que então tornem-se assistentes pessoais, capazes de realizar tarefas que sejam ensinadas a eles.
  • Disney – essa gigante do entretenimento, também quer explorar e investir nesse universo. Os planos são projetar avatares animados representando os usuários em uma realidade virtual, além de seu Metaverso chegar ao seu serviço de streaming.
  • Magic Leap – uma das pioneiras na criação do universo virtual, que também tem planos de aplicar essa tecnologia do Metaverso em vários ramos, como o da saúde e indústrias. Além disso, quer lançar um óculos de realidade aumentada, ideal para uso em várias áreas do dia a dia.

 

Impactos do Metaverso no mundo

O cenário para o Metaverso ainda está em seu estágio inicial, mas a ideia é realmente ir além e segundo o fundador do Facebook, Zuckerberg, o futuro é Metaverso, em que as pessoas poderão se teletransportar através de hologramas.

Com os gigantes da tecnologia investindo, os avanços vão chegando, inclusive permitirão até o barateamento de aparelhos para a realidade virtual, para atingir mais público e aumentar o grau de realismo.

As previsões para essa tecnologia são grandiosas e isso refletirá em uma revolução nas plataformas, a maior revolução na web.

Um dos impactos será na nova economia, que segundo especialistas, o Metaverso comportará inúmeros mundos virtuais conectados entre si e com o mundo físico.

 

O que o Metaverso impacta nas empresas?

Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, investimentos em TI aumentam consideravelmente o lucro. Sendo que cada 1% investido após 2 anos aumenta em 7%. Ou seja, a tecnologia tem sido responsável por manter muitas pessoas empregadas e ajudar as empresas em momentos de crise.

Uma das dúvidas sobre o Metaverso, é como ele impactará o futuro do trabalho e as carreiras. Segundo especialistas, surgirão novas profissões, além disso transformações nos cargos e trabalhos, refletindo na experiência do usuário e no sentimento das pessoas.

A Meta (Facebook) tem planos para transformar o Metaverso em serviço, tanto para área da educação, quanto consumo, ou seja, aprendizado e e-commerce. Assim como a Microsoft, que vê oportunidades de negócio, onde Metaverso será um local onde será possível simular lojas, empresas, fábricas e suas linhas de produção.

O Metaverso de certa forma já está inserido no nosso dia a dia e a pandemia contribuiu para isso, pois com o distanciamento as vendas on-line aumentaram ainda mais e algumas lojas já possuem em suas plataformas que experimentem roupas, óculos e outros acessórios, como um vestiário virtual.

Profissionais de comunicação e marketing devem ficar atentos com essa nova realidade, afinal o Metaverso veio para revolucionar a interação nesse universo virtual e para evitar prejuízos ou ficar para trás, é preciso estar por dentro.

Isto é, os impactos que se esperam serão positivos, mudanças sim, mas visando melhorias e aproximando as pessoas virtualmente, além de modernizar a forma de interação.

 

Qual a relação do Metaverso com o Facebook?

Mark Zuckerberg tem apostado ou melhor investido ativamente em produtos, plataformas e dispositivos para construir e habitar esse Metaverso. Afinal se esse for mesmo o futuro da internet, ele quer que sua empresa seja sinônimo dele e que seja não apenas para as redes sociais, mas para toda a internet. O nome da empresa não mudou por acaso, a intenção do fundador e CEO, Zuckerberg tem o objetivo de fazer com que as pessoas o reconheçam não mais como uma empresa de redes sociais, mas sim uma empresa de Metaverso.

Aliás Meta, o nome escolhido por Zuckerberg para o grupo, vem de Metaverso. A palavra Meta vem do grego, “metá”, que pode ser traduzida como “além” ou “em seguida” e seu símbolo de logo, além de retratar a letra M, seu formato remete ao infinito.

Mark promete investir pesado na criação do Metaverso, mais de 200 milhões de dólares, incluindo cerca de 150 milhões de dólares na formação de programadores para o desenvolvimento desse universo virtual.

Além disso, a Meta fez um investimento em parceria com a Ray-Ban, o Ray-Ban Stories, que são óculos com câmeras, em que é possível tirar fotos, ouvir música, receber chamadas e ativar luz quando for gravar um vídeo, isso em um óculos em formato normal. Esse pode ser um dos primeiros passos para o futuro, em que não será necessário óculos de realidade virtual grandes como usamos hoje.

Mark Zuckerberg anuncia a construção de ambiente virtual imersivo e mudança de nome da empresa.

Introducing Meta

 

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